Não existe uma ferramenta melhor em tudo. A escolha depende dos sistemas que a empresa já usa, de quantas vezes o processo roda e de quem vai cuidar da automação depois de pronta.
A diferença na prática
| Critério | Power Automate | Make | n8n |
|---|---|---|---|
| Melhor para | Empresas que usam Microsoft 365 | Ligar serviços online de forma visual | Quem quer mais controle técnico |
| Onde roda | Na nuvem e também no computador | Na nuvem | Na nuvem ou em servidor próprio |
| Como cobra | Por usuário ou por robô | Por créditos, ligados às ações | Por execução do fluxo |
| Ponto de atenção | Conectores premium pedem licença à parte | O consumo cresce com o número de ações | Servidor próprio exige manutenção técnica |
Quando escolher o Power Automate
É o caminho natural para quem já trabalha com Outlook, Excel, SharePoint e Teams. A versão incluída no Microsoft 365 atende fluxos com conectores padrão, enquanto conectores premium, como o de SQL, pedem um plano pago. Ele também automatiza tarefas no computador, o que ajuda quando um sistema antigo não tem integração.
Quando escolher o Make
Funciona bem para ligar serviços online, como formulários, planilhas, CRM e ferramentas de e-mail. O desenho visual facilita enxergar cada etapa do fluxo. A cobrança é feita em créditos, e a maioria das ações consome 1 crédito. Por isso, vale estimar quantas vezes o fluxo vai rodar e quantas etapas ele terá.
Quando escolher o n8n
É uma boa opção para fluxos com muitas etapas, porque a cobrança na nuvem é por execução, e não por etapa. Além disso, existe uma versão que pode ser instalada em servidor próprio, o que dá mais controle sobre os dados. Em troca, alguém precisa cuidar desse servidor, das atualizações e das cópias de segurança.
Quanto custa cada um
- Power Automate: a versão incluída no Microsoft 365 tem recursos limitados. O plano Premium aparecia a US$ 15 por usuário ao mês, com cobrança anual.
- Make: o plano gratuito oferece 1.000 créditos por mês. Os planos pagos dependem do volume de créditos.
- n8n: a nuvem começava em 20 euros ao mês, com cobrança anual e 2.500 execuções. A versão instalada em servidor próprio não cobra por isso, mas tem o custo do servidor e da manutenção.
Esses valores foram conferidos em novembro de 2026 e podem mudar. Confirme nas páginas oficiais antes de decidir.
Como decidir
- Liste os sistemas que a automação precisa ligar e veja se existe conexão pronta.
- Estime quantas vezes o fluxo vai rodar por mês e quantas etapas ele terá.
- Veja se o processo envolve dados pessoais ou sensíveis.
- Defina quem vai acompanhar a automação depois de pronta.
A melhor ferramenta costuma ser a que a empresa consegue manter funcionando. Em processos com regras muito específicas, um script em Python também pode entrar como complemento.